domingo, 14 de agosto de 2011

DENTIÇÃO DAS SERPENTES




CLASSIFICAÇÃO DAS SERPENTES DE ACORDO COM SUA DENTIÇÃO

Os diferentes grupos de serpentes desenvolveram ao longo de suas histórias evolutivas distintas táticas de captura de presas. Associado a isso, houve o desenvolvimento de diferentes tipos de dentições, cada uma com uma característica de mordida. Desta forma, as serpentes são classificadas e diferenciadas de acordo com a dentição presente, tanto em serpentes peçonhentas, como nas não-peçonhentas. Assim falaremos dos quatro tipos de dentições especificas.
            As serpentes áglifas onde a própria palavra significa (a = ausência + glyphé = sulco) não possuem presas. São dentes pequenos e maciços, típico de serpentes não peçonhentas, pois não possuem canais inoculadores de veneno. No Brasil podemos encontrar essa dentição presente nas Jibóias, Caninanas, Sucuris e Pítons.
            Já as serpentes opistóglifas além de possuírem dentículos idênticos aos das serpentes áglifas com função de rasgar os tecidos da presa, apresentam também um par de dentes localizados posteriormente na boca, com intuito de perfurar o tecido da presa e inocular por meio de escorrimento e por canais abertos o veneno, que também é chamado de “saliva tóxica”, onde sua principal função é auxiliar na digestão dos alimentos ingeridos. Nesta classe encontramos aqui no Brasil as Falsas Corais, Cobras Verdes, Cobras Cipós e outras.
            Por sua vez na dentição proteróglifa, os dentes inoculadores estão localizados anteriormente na mandíbula. Essas são serpentes que possuem dificuldades em morder a vítima devido sua boca ser pequena. Seu mecanismo de mordida é simples, a serpente morderá (não picará, visto que ela terá que se segurar na presa) e liberará o veneno por um canal semi-aberto que escorrerá vindo da glândula de peçonha até o dente inoculador, penetrando na presa. É característico desta classe a serpente Coral Verdadeira.
            Por fim teremos as serpentes solenóglifas, cuja dentição possui duas presas especializadas, móveis e capazes de projetar uma mordida de grande abertura. As presas ficam guardadas por uma membrana fina quando não estão em uso. Quando a serpente está pronta para dar o bote, essa membrana se afasta, as presas se projetam 90 graus para frente, de modo que a picada injetará o veneno através de canais fechados desde a glândula de veneno até o tecido da vítima. O mecanismo da picada é muito semelhante ao de uma seringa de injeção e muito eficaz também. Neste caso o veneno é inoculado ativamente no tecido da presa sem que seja necessário escorrer por um canal até o tecido da vítima. Nesta classe estão as Cascavéis, Urutu Cruzeiro as Surucucus entre outras. É sempre bom lembrarmos que estas serpentes são causadoras de mais de 90% dos acidentes envolvendo animais peçonhentos.


MAPA CONCEITUAL
 
 

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